TARAMTAMTAM

Por: Shmuel Yerushalmi 28/02/2018

Quando chegamos em Bror Chail, em Junho de 1956, o país ainda estava sob o regime de AUSTERIDADE (TZENA). Era um regime instituido pelo Ministro Dov Yosef, de racionamento de mantimentos, devido às poucas capacidades produtivas do país, e fracas reservas monetárias para custear importação de alimentos, aliadas ao crescimento rápido da população nos primeiros anos depois da proclamação do Estado.

Os Estados Unidos enviavam excedentes de mantimentos na forma de blocos de queijo amarelado, intragável no seu estado natural, mas que podia ser um pouco apreciado se fosse derretido; assim era que os chaverim, antes de iniciar a jornada de trabalho, paravam alguns minutos na cozinha, cortavam nacos do queijo (que vinha em blocos cilíndricos de meio metro de altura e meio metro de diâmetro) e os fritavam nas largas frigideiras. Era aquele cheiro…

Naqueles meses, houve uma operação em nivel nacional de doação de sangue. Chegou uma equipe no kibutz, e os chaverim eram motivados a doar. Quem doava sangue, ganhava o direito de receber alguma guloseima ou o que fosse.

Formava-se então uma fila, e a pessoa que distribuia o “prêmio”, parte da equipe, perguntava a cada um em Hebraico: TARAMTA (doaste) DAM (sangue)?  Ao que o chaver respondia: TARAMTI (doei) DAM.

Como uma boa parte dos chaverim ainda não comandava bem o Hebraico, foram instruidos da seguinte forma: “Quando te perguntarem TARAMTAMTAM , responda TARAMTITAM, e aí você receberá tua guloseima”.

Então os chaverim ficavam circulando nos arredores, recitando para aprender : TARTAMTAMTAM, TARAMTITAM, TARAMTAMTAM, TARAMTITAM …

Shmuel Yerushalmi (Jerusa)

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