My Profile

Nome
Avraham
Sobrenome
Milgram
Apelidos e nomes anteriores
Tito
Chaver do Movimento Juvenil
Ichud Habonim
Biografia

        Avraham Milgram, conhecido pelos amigos por Tito nasceu em Buenos Aires
em 1951 (fato que ele evitava revelar quando vivia no Brasil...). Sua família, como a
da maioria dos seus amigos, era transcontinental. Seus antepassados europeus, seu
irmão e ele latino americanos e seus filhos e netos asiáticos do Oriente Médio.

       E mais, a família esteve marcada pelas grandes experiências judaicas do século passado: imigração, antissemitismo e sionismo. Seus avós maternos foram pioneiros
(chalutzim) na Argentina. Eles imigraram de um shtetl da Polônia em 1924 para se
dedicar à agricultura numa das colônias do Barão Hirsch. Seu pai sofreu do
antissemitismo endêmico polonês e com sorte escapuliu da Polônia em 1939. 

Com Dov Freiberg, sobrevivente da Revolta do campo de exterminio de Sobibor, na casa dele em 2004Com Dov Freiberg, sobrevivente da Revolta do campo de exterminio de Sobibor, na casa dele em 2004

 

          Já seus filhos, optaram pelo sionismo e emigraram à Israel.

       Como muitos, o Dror marcou o Tito para o resto da vida. Muito jovem ele se empenhou fanaticamente ao movimento. Em 1968, com apenas 16 anos, abandonou sua casa em Curitiba para se dedicar à causa em São Paulo. Segundo ele, foi péssimo aluno do colégio visto que se interessava unicamente pelo movimento. Em compensação lia muito, era autodidata. No ano seguinte foi enviado para estudar no Machon Lemadrichim. Lá ele encontrou um país todavia embriagado pela vitória da Guerra dos Seis Dias e a conquista dos territórios. Com o passar dos anos, se convenceu que esta realidade se tornara uma tragédia para ambos povos, israelenses e palestinos, numa sinfonia inacabada, imoral e prejudicial para todos.

        Após retornar à São Paulo em 1970 e cumprir um mandato de dois anos como secretário-geral do Ichud Habonim ele fez aliá com um garin de estudantes que queriam conciliar estudos universitários e kibutz, e Bror Chail aceitou-os.

       Tito começou seus estudos de história na Universidade Hebraica de Jerusalém com atraso de três meses devido a Guerra de Yom Kipur. Meses depois, em meados de 1974, ele participou, pela primeira vez, de uma passeata contra os fanáticos do Gush Emunim em Jerusalem. Depois vieram outros protestos, infinitos, no decorrer das últimas décadas, até que o "no pasarán...", se tornou um lema inerte...

       Nesse meio tempo ele casou com a Beth, do snif Rio e do garin de estudantes. Ela estudava psicologia na Universidade Bar Ilan. Ao concluir os estudos universitários eles permaneceram ano e meio em Bror Chail e chegaram à conclusão que o kibutz não é para eles e foram viver em Jerusalém. O filho mais velho nasceu no kibutz e as duas outras filhas em Jerusalém.

       Nos primeiros anos fora do kibutz ele trabalhou como educador e professor, um cotidiano interrompida a cada tanto pelo serviço militar na reserva (miluim), como milhares de israelenses. No biênio 1982-1984 por exemplo, fardado e armado, ele conheceu à prestações a topografia montanhosa e vilarejos do sul do Líbano.

       A insatisfação pela política expansionista de Begin e Sharon levaram-no a uma shlichut para o Brasil. Era uma forma camuflada de abandonar o país. "Estar fora e sentir-se dentro". Isto ocorreu nos anos 1984-1986. Quando ele retornou a Israel, tinha que começar tudo do zero, como se fosse um novo imigrante, com a vantagem que conhecia a língua e a cultura do país.

       Seu sonho era trabalhar no Yad Vashem. No final do seu B.A. na Universidade Hebraica, ele se influenciou pelo Prof. Israel Gutman, considerado autoridade na história da Shoah. Esta era a disciplina à qual ele decidiu se empenhar profissionalmente, o que de fato ocorreu nos anos 80', quando foi aceito para trabalhar no Yad Vashem. Ele preencheu, por 30 anos consecutivos, diversas funções nos campos da educação, pesquisa histórica, museologia etc. Foram anos produtivos. Nestas décadas ele concluiu o M.A. e o PHD, dirigiu os trabalhos de conteúdo do novo Museu da História do Holocausto no Yad Vashem, inaugurado em 2005 e da renovação do Pavilhão Judaico no. 27 em Auschwitz, inaugurado em 2013. Entre as inúmeras visitas oficiais e informais de VIPs que ele recebia no Yad Vashem, ele lembra especialmente das visitas do ex-chanceler do Brasil, Celso Amorim e da visita particular do ex-ministro da educação Fernando Hadad, ambos do governo de Lula da Silva. Além destas, da visita do escritor Mario Vargas Llosa (um ano antes dele receber o Nobel). Foram visitas que lhe impressionaram e deixaram marcas indeléveis na sua memória pelo interesse, empatia e interação intelectual dos visitantes com o Holocausto. 

Conferencia-no-coloquio-sobre-Judeus-Sefarditas-no-Holocausto-Yad-Vashem-18.07.2007

Conferencia-no-coloquio-sobre-Judeus-Sefarditas-no-Holocausto-Yad-Vashem-18.07.2007

 

Publicar é uma paixão que nasceu nele quando militava no movimento, algo que lhe empolga, consome e à qual se dedica ainda hoje como aposentado. Ele publicou dezenas de artigos em revistas acadêmicas, e livros: Os Judeus do Vaticano (1994); Portugal, Salazar e os Judeus (2010); Em nome da fé – in memoriam a Elias Lipiner (1999) em co-autoria com Alberto Dines e Nachman Falbel; Fragmentos de Memórias (org.) (2010); edição dos volumes suplementares da Encyclopedia of the Righteous Among the Nations,  (2010); Ensaios em homenagem a Alberto Dines (2017) em co-autoria com Fábio Koifman; Cultura, ideología y fascismo – sociedade civil iberoamericana y Holocausto com Leonardo Senkman (a ser publicado em breve). Atualmente, paralelamente a outros interesses históricos, ele está elaborando algo sui generis na pretensão de no futuro próximo publicar um livro com cartas pessoais de chaverim de diversos movimentos juvenis que refletem vivências e tensões entre o indivíduo e o coletivo, aspectos da intimidade do eu e o nós ideológico sionista e socialista.       

       And last but not least, os Milgram's têm nove netos que some day, who knows saberão quão importante foi o movimento na sua vida, e na deles por tabela. 

Ativo em:
Curitiba
São Paulo
Ano de preparação pré aliá
1969
O ano assinalado foi passado em:
Machon Lemadrichim
Ano de aliá
1973
País de Residencia
Israel
Publicações e Obras
Os Judeus do Vaticano (1994)
Portugal, Salazar e os Judeus (2010)
Em nome da fé – in memoriam a Elias Lipiner (1999) em co-autoria com Alberto Dines e Nachman Falbe
Fragmentos de Memórias (org.) (2010)
edição dos volumes suplementares da Encyclopedia of the Righteous Among the Nations, (2010)
Ensaios em homenagem a Alberto Dines (2017) em co-autoria com Fábio Koifman
Cultura, ideología y fascismo – sociedade civil iberoamericana y Holocausto com Leonardo Senkman (a ser publicado em breve)
Referências na Internet
https://bit.ly/3fkTK1t
This the default user group. All existing registered users are automatically assigned this group. Groups can be modified or deleted by the admin.
Brasileiros Oriundos de Movimentos Juvenis que depois da Aliá contribuiram à Sociedade Israelense em seu campo de atividade
Haboletter do snif Rio, 4 de julho
3 months ago 8 Comments

Vejam o Haboletter do snif Rio que saiu ontem  Este newsletter da Tnua é interessante. A Tnua, pelo visto, tem gens, DNA e outras propriedades próprias de dinossauros da epoca paleolítica. E como mencionei há tempos, demonstra incompreenssão e desconexão com a realidade israelense. Tudo isto garante que a Tnua, igual à Agencia Judaica, a … Read more Haboletter do snif Rio, 4 de julho

solicitacao de ajuda a projeto de antologia de cartas pessoais
2 years ago no Comment

Tzur Hadassa, 30.1.2019 Caros chaverim, Escrevo-lhes para solicitar ajuda para um novo projeto editorial que pretendo desenvolver dentro do processo de divulgação da história e cultura sionista-socialista DROR. Esse processo começou em 1956 com o livro Bror Chail – História do Movimento e do Kibutz brasileiros de Sigue Friesel. À continuação, no ano 2000, Carla … Read more solicitacao de ajuda a projeto de antologia de cartas pessoais

Avraham Milgram does not have any friends yet.
Divulgue a mensagem