Nome
Aron
Sobrenome
Szapiro
Chaver do Movimento Juvenil
Ichud Hanoar Hachalutzi
Biografia

Israel, 29/07/2020

Dados e background
        Aron Szapiro, nasceu no Rio de Janeiro em agosto de 1937, casado com Zahava Szapiro, com 4 filhos e netos.
       Os pais (Szmul Szloma Z’L’ e Judith Szapiro Z’L’) felizmente chegaram ao Brasil antes da guerra. O ambiente em casa era sempre ligado a cultura Judaica (Ydish e Hebraico) e ao Sionismo.
       Desde a tenra infância eu e minha duas irmãs, Cecilia (Tzipora) Fainguelernt e Raquel Bar Orian ficamos expostos a esta atmosfera e princípios que foram absorvidos e penetraram tornando- se uma parte integral de nós.
       Mais tarde, os contatos com “os gentios”, na escola, colegas, e outras atividades, proveu outras perspectivas e dimensões da realidade, mas o que foi absorvido na infância remanesce até hoje.
       Alguns eventos específicos, sem dúvida, também influenciaram. Um exemplo, fui uma vez ao cinema pelos anos 1945 – 1947. Naquela época antes do filme apresentavam uma espécie de jornal com as “atualidades” com um atraso de uma – duas semanas. Em geral produzidos nos EEUU ou na Franca.
       Nesta ocasião, apresentaram cenas horríveis de Auschwitz, e comentaram que, entre as vítimas, havia também cristãos porque um dos pais era judeu. 
       Não consegui entender como um cristão pode ser considerado judeu.....
       Quando visitei Auschwitz em 1962, as dúvidas já não existiam. Ser judeu e mais profundo do que professor a religião judaica. Talvez um caso único no qual as noções de religião e de povo se integram.


O Movimento.
       Entre 1948 e 1955 as atividades no Dror se tornaram praticamente uma parte integral de minha vida, aceitando e agindo de acordo com as regras e os estatutos do movimento (entre eles participar no processo de “profissionalização” indo estudar num curso técnico numa especialização definida pelo movimento), participando praticamente em todas possíveis atividades, reuniões, moshavot (em Petropolis), e também como Madrich de uma Kvutza. Tinha como modelo minhas duas irmãs, que fizeram Aliah para o Kibutz Bror Chail.
       Em 1955 no último ano na Escola Técnica Nacional, cheguei à conclusão que não possuíamos as mínimas ferramentas necessárias para melhor contribuir para o desenvolvimento de Israel, e que deveríamos fazer a alia com um valor agregado através de estudos universitários.   Como cita uma velha canção em Israel, para permitir “realizar e se realizar”.
        Levei a ideia para ser implementada por toda a kvutza, e após discussões, uma pequena minoria dos chaverim achou que eu estava certo, mas a grande maioria achou que, pelos princípios impostos pelo movimento (e talvez validos naquela época), o caminho a ser seguido seria fazer Hachashara (Fazenda em São Paulo onde técnicas agrícolas eram ensinadas e praticadas) e depois fazer a Alia para um kibutz.
       No final após um julgamento principiado por alguns chaverim , eu e um outro chaver fomos expulsos do Dror.
       Na realidade, uma grande parte dos chaverim da kvutza fizeram a Aliah para o kibutz, a grande maioria saiu do kibutz, alguns não se acharam e voltaram para o Brasil, e alguns nem fizeram a Aliah.
       Infelizmente, porque todos nós tínhamos a possibilidade de adquirir um valor agregado com estudos complementares, principalmente quando alguns dos chaverim eram/são extremamente brilhantes.


       NOTA – Após alguns anos o movimento permitiu estudos universitários antes de se fazer a Aliah.

Os Estudos
Escola Primaria – Escola Bialik – parte integral do ambiente caseiro – estudos em Português, Idish e Hebraico
Ginásio – Colégio Piedade (Hoje a Universidade Gama Filho)
Cientifico – ETN - Escola Técnica Nacional – Curso de Edificações. Comigo estudaram dois chaverim (cursos de Mecânica e Eletrotécnica, também definidos e especificados pelo Movimento)
BSc Eletrônica – ENE - Escola Nacional de Engenharia – Rio (“Nacional” porque Rio era a capital do Brasil)
MSc Aeronáutica – SUPAERO  - Ecole Nationale Supérieure de l'Aéronautique - Paris
PhD Matemática Aplicada – The Weizman Institute of Sciences – Rehovot
Cursos adicionais no Instituto Militar de Engenharia (IME – Rio), no Technion – Haifa, na University of Colorado – Boulder, Colorado, etc. 

As atividades profissionais
No Brasil (em paralelo aos estudos de BSc)
1961 - Professor Assistente de Eletrônica - Escola Nacional de Engenharia – Responsável pelo Laboratório de Eletrônica e pelos experimentos executados -
1959 e 1960 – General Electric – Rio, Departamento de Lâmpadas. Participação no design de projetos de iluminação.
1959 até 1961 (a noite) – Professor de Matemática e Física em cursos de preparação para os exames de entrada da ENE (vestibular)
1962 - 1963 – Bolsa de estudos para estudos MSc na SUPAERO – Paris

Fins de 1963 – Aliah para Israel.

Em Israel
Fim de 1963 ate fim de 1999 – Industria Aeronáutica de Israel (IAI), em diversas funções entre elas:
Engenheiro de design na área de Controle de voo (flight control) de aviões e doutras plataformas, Chefe de Projetos, Chefe de Programas, Diretor responsável pela pesquisa e desenvolvimento de uma das usinas mais sofisticadas da IAI, Diretor e Responsável do escritório de Marketing na Europa, etc.
PS - (durante uma certa fase os estudos e a pesquisa no Instituto Weizman foram implementadas em paralelo com o trabalho na IAI)
Começo de 2000 – Aposentadoria da IAI
2000 – 2003 – Diretor do Desenvolvimento de Negócios da IMAGESAT – Uma companhia que presta serviços de imagens de satélite de observação.
2004 até agora – Consultor estratégico de diversas companhias Chinesas para o Desenvolvimento de Negócios em países em desenvolvimento e que falam Português, Inglês, Francês ou Espanhol.

Ativo em:
São Paulo
Ano de aliá
1963
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Brasileiros Oriundos de Movimentos Juvenis que depois da Aliá contribuiram à Sociedade Israelense em seu campo de atividade
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